Hoje, ao levantar de minha cama, veio-me na mente que eu poderia ser, ter o que eu quiser.Olhei-me rapidamente no espelho, ainda com os olhos vermelhos e os cabelos emaranhados, percebi que eu, apesar de todos os desafios, poderia ser a pessoa mais feliz desse Planeta.
Dei, então, um sorriso, meio tímido, sem mostrar os dentes.
Lavei o rosto, e percebi que poderia ser a pessoa mais sortuda do Mundo.
Um eclipse de emoções passa sob meus olhos nesse instante, olhos estes que brilham mais do que o Sol.
Arrumei-me depressa e sai pela a porta da frente; era exatamente 6:45 da manhã, e o Sol tímido no céu, escondido por dentre as nuvens, senti naquela hora um misto de poesia e paz no ar.
Fui então caminhando lentamente até o ponto de ónibus mais próximo, sem desviar o olhar fixo no céu; e quem diria que as maiores e mais belas das coisas se escondem no silêncio, e não podem ser tocadas, apenas sentidas e apreciada, são como as pequeninas gotas que formam o imenso oceano.
Ao entrar no ónibus, meio lotado de aglomerados humanos, percebi, como eu faço "parte" também da vida daquelas pessoas, é como quando você tira uma foto com um desconhecido no fundo, você não sabe quem é, mas tem a certeza de ter compartilhado aquele momento com alguém, e você percebe o quanto é importante, simplesmente, insubstituível.
Ao descer do ónibus, fui caminhando até minha escola, acompanhada pela a música das cores que irradiava em meu coração. E dentre aquelas centenas de pessoas fui caminhando e refletindo, sobre meus medos, falhas, ânsias, refletindo sobre cada lágrima derramada, seja de felicidade ou dor, refletindo sobre cada sorriso, cada derrota...
Refletindo sobre a vasta peça de teatro, a qual faço parte do elenco, a peça de teatro da minha vida!




